Uma atividade do Abril Indígena foi realizada na terça-feira (28), em Morro Redondo, reunindo estudantes, professores e comunidade. A ação foi organizada pelo Núcleo de Cultura da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, em parceria com o Coletivo de Cultura do município.
O evento integra o mês de mobilização nacional dedicado à valorização dos povos originários, celebrado ao longo de abril, com destaque para o Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril. A iniciativa busca reforçar a importância da diversidade cultural, da história e da resistência indígena, além de chamar atenção para pautas como a luta por direitos, a demarcação de terras e o combate ao preconceito.
Participaram representantes da etnia Fulni-ô, oriunda de Águas Belas, em Pernambuco. Estiveram presentes integrantes da família do guerreiro Towe, acompanhados por Efeklany e Txidjo, mãe e filho. A atividade ocorreu no Centro Cultural de Eventos Valdino Krause, com uma roda de conversa sobre a cultura ancestral do povo Fulni-ô.
“Essa família Fulni-ô encontra-se em um roteiro de circulação para divulgar sua cultura, como artesanato, uso de plantas medicinais, rituais e música, como forma de dar visibilidade à sua etnia e aos povos originários como um todo. Sabendo dessa passagem por Pelotas, solicitamos um espaço em sua agenda para participarem do Abril Indígena em Morro Redondo. Nesse sentido, convidamos as escolas do município para participarem e viver essa experiência”, explica Patrícia Hackbart, integrante do Coletivo de Cultura de Morro Redondo.
Durante o encontro, os convidados responderam a perguntas dos alunos sobre a língua materna Yaathê, falada por cerca de seis mil indígenas, além de aspectos da cultura, como moradia tradicional, alimentação e espiritualidade. Também abordaram o uso de plantas medicinais para tratamentos, a produção de artesanato com sementes e palha de ouricuri e as pinturas corporais em preto e vermelho, que simbolizam proteção espiritual, conexão com a natureza e identidade cultural.
A programação contou ainda com apresentação artística, com cantos e instrumentos musicais, e a participação dos estudantes.
Ao final, os representantes deixaram uma reflexão sobre a importância de reconhecer os povos indígenas ao longo de todo o ano. “O índio é um povo que estava aqui antes da chegada dos colonizadores e que não pode ser lembrado somente na data comemorativa, mas sim durante todo o ano”, destacaram.
Durante a atividade, também houve exposição e comercialização de peças de artesanato produzidas pelo grupo.









